Smart Grids: Siemens desenvolve modelo de arquitectura europeia

Smart Grids: Siemens desenvolve modelo de arquitectura europeia

A Siemens acaba de desenvolver o modelo de arquitectura de Smart Grid que permite às empresas fornecedoras de energia e à indústria visualizarem aspectos da sistemática de redes eléctricas inteligentes (smart grids). O modelo pode ser utilizado para visualizar, validar e configurar projectos de redes inteligentes e ainda garantir a normalização no âmbito destas redes.

A implementação deste modelo permitiu à Siemens alargar significativamente a sua área de competência em soluções de redes eléctricas inteligentes em projectos-piloto e na indústria, obtendo assim os primeiros resultados.

“Uma das tarefas previa o desenvolvimento de uma arquitectura técnica que descrevesse as interacções funcionais, de informação e de comunicação entre os domínios de redes inteligentes e os sistemas e subsistemas envolvidos. Para o efeito foram considerados tanto aspetos de interoperabilidade como aspetos de disponibilidade, segurança de informação e eficiência energética”, explica a Siemens em comunicado.

Os programadores também conceberam cenários de migração para uma base instalada existente e levaram em  consideração que o desenvolvimento de uma rede actual para uma rede eléctrica inteligente plena constitui um processo evolutivo, cujo desenvolvimento é gradual e por etapas. O resultado não foi tanto um modelo de arquitectura de redes inteligentes, mas antes um método para desenvolver arquiteturas de referência para redes eléctricas inteligentes.

A base do modelo desta arquitectura é o nível de rede inteligente que abrange os domínios de geração de energia e de cadeia de conversão, assim como as camadas hierárquicas de gestão da rede. A interoperabilidade é representada por cinco camadas de modelo sobrepostas, ou seja “Componentes”, “Comunicação”, “Informação”, “Função” e “Negócio”.

Com a ajuda do modelo é possível visualizar e comparar diferentes abordagens para soluções de redes inteligentes, o que permite identificar pontos comuns e diferenças entre paradigmas, planos de  evolução e conceitos.

A aplicação prática do modelo no âmbito da normalização, em projectos-piloto e na indústria já permitiu adquirir alguma experiência e obter os primeiros resultados. No que se refere às funções de normalização, a metodologia do modelo tem sido utilizada para analisar aplicações.

Por exemplo, a função “Demand Response”, que cruza diversos domínios da rede inteligente, foi mapeada nas camadas do modelo e testada para verificar se é suportada pelas normas de informação e comunicação existentes. Dos resultados obtidos derivam as recomendações feitas para alargar o âmbito das normas.

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