Elefantes estão a desaparecer de África

Elefantes estão a desaparecer de África

Os ambientalistas alertam que, se não forem tomadas medidas imediatas, os elefantes podem desaparecer totalmente do continente africano. A sede de marfim cresce, tal como os massacres violentos que dão não hipótese de sobrevivência à espécie.

Por todo o continente, os elefantes estão a ser empurrados para a beira da extinção. Só no Gabão, entre 44% e 77% de animais foram mortos desde 2004. “Se não revertermos a situação rapidamente, o futuro do elefante em África está condenado”, disse Lee White, que comanda os parques nacionais do Gabão.

Enquanto as populações selvagens estão a decair, os refúgios estão a ficar lotados de crias órfãs traumatizadas. Muitas outras não chegam aqui; são mortas, juntamente com as mães, ou deixadas a morrer de fome na selva por caçadores sedentos de marfim.

Em 2012, entre 35 mil a 50 mil elefantes foram mortos por toda a África por caçadores furtivos, de acordo com o International Fund for Animal Welfare (IFAW).

Em nenhum lugar isto é mais evidente do que na África Central, onde grupos organizados começaram a usar granadas para caçar elefantes. Nos Camarões a situação é tão grave que, no ano passado, o governo enviou um exército para um dos parques nacionais do país, depois de caçadores terem morto um grupo de cerca de 650 animais.

Segundo o All Africa, Céline Sissler-Bienvenu, da IFAW, assistiu ao ataque e revelou que o gang armado esquartejou os animais, arrancando-lhes os chifres enquanto estes ainda estavam vivos. Jovens e adultos foram indiscriminadamente massacrados.

Dame Sheldrick, que cuida de 25 órfãos ainda dependentes de leite num orfanato em Nairobi, no Quénia, defende que é preciso haver uma reforma total do sistema. Ela afirma que a única vez que a caça furtiva esteve sob controlo foi quando todas as vendas de marfim foram proibidas e deposita, assim, responsabilidades para a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, que controla o comércio mundial de marfim.

“Eles têm de proibir a venda de todo o marfim – legal ou ilegal – para sempre”, diz Sheldrick. “Todos podemos viver sem uma bugiganga de marfim, mas não deveríamos nunca ter de viver sem elefantes.”

Diz-se que são estes os animais que nunca esquecem mas, infelizmente para eles, o mesmo não pode ser dito em relação aos seres humanos.

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