Cães e gatos ameaçam a vida selvagem

Cães e gatos ameaçam a vida selvagem

Embora pareçam pacíficos nas nossas casas, os cães e os gatos domésticos são predadores naturais. A maioria ataca aves, lagartos e mamíferos mais pequenos mal têm oportunidade. Os cientistas defendem que as suas populações numerosas podem mesmo perturbar o equilíbrio dos ecossistemas.

O flagelo dos gatos domésticos está agora no centro das atenções. Uma campanha na Nova Zelândia está a reunir esforços para se livrar dos gatos ou, pelo menos, mantê-los confinados dentro de casa. Um estudo divulgado o mês passado revela números surpreendentes de carnificina causada por estes animais nos EUA: os felinos matam entre 1,4 a 3,7 mil milhões de aves e entre 6,9 a 20,7 mil milhões de pequenos mamíferos, como ratos silvestres e esquilos, a cada ano.

Mas o problema estende-se ao “melhor amigo do homem”. Um novo estudo da Universidade de Oxford mostra que os cães domésticos são igualmente assassinos, para além de propagadores de doenças que podem levar a problemas de conservação da vida selvagem quando os animais estão autorizados a andar ao ar livre.

De acordo com o Huffington Post, os investigadores dizem os cães ao ar livre – alguns sem dono, outros soltos em passeio – representam cerca de 75% da população de cães global, sendo que a sua interacção com outros animais pode ser problemática.

Isto acontece especialmente em ilhas, onde os ecossistemas tendem a ser vulneráveis face a predadores não-nativos, como cães. No final de 1980, por exemplo, os investigadores descobriram que um único pastor alemão à solta numa floresta de Waitangi, na Nova Zelândia, foi responsável pela morte de até 500 kiwis. O cão tinha coleira, mas não estava registado, não tendo sido encontrado o seu dono.

Os cães são ainda responsáveis por quase todas as 55 mil mortes humanas que ocorrem em todo o mundo devido à raiva canina, principalmente na Ásia e em África. A raiva pode afectar também a vida selvagem, tendo já sido descoberto que os cães espalham a doença entre várias outras espécies, incluindo o lobo etíope, uma espécie extremamente rara.

Foto: Sob licença Creative Commons

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