Empresas japonesas interessadas no gás natural liquefeito de Moçambique

A texana Anadarko revelou há minutos que está em conversações com potenciais clientes japoneses para comprar fornecimento de LNG (Gás Natural Liquefeito) da fábrica que está a planear, em Moçambique, com a Eni.

“Estamos em conversações avançadas com algumas empresas japonesas e esperamos que a incerteza ligada ao nuclear e exportações dos Estados Unidos não acabem com o negócio”, explicou à Bloomberg Steve Hoyle vice-presidente da empresa do Texas, Estados Unidos.

O primeiro-ministro japonês, Shinzon Abe, disse em Fevereiro que irá recuperar os reactores nucleares assim que as medidas de segurança estejam concluídas – mas ainda terá de lidar com a oposição interna, depois da tragédia de Fukushima.

Os campos offshore moçambicanos podem ter até 76 triliões de metros cúbicos de gás, o suficiente para o consumo mundial durante mais de dois anos, de acordo com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

Recorde-se que a Andarko, a segunda maior empresa norte-americana de petróleo e gás natural, e a italiana Eni anunciaram há semanas que podem vender alguns dos seus projectos moçambicanos, para cortar custos. “Estamos a debater com 20 clientes de 10 países”, continuou Hoyle hoje, em Maputo.

No entanto, ambas têm em mãos um projecto de engenharia e design para construção de uma fábrica de LNG onshore e offshore, tendo assinado um contrato com o Governo moçambicano no ano passado.

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