7 tecnologias que estão a combater a caça furtiva

7 tecnologias que estão a combater a caça furtiva

Os rinocerontes e os elefantes, pelos seus chifres, os tubarões, pelas suas barbatanas, os tigres, pelos seus órgãos e peles – a lista de espécies ameaçadas de extinção pelo mercado negro é longa.

A caça furtiva tem-se tornado mais metódica, organizada e com base em alta tecnologia. Mas os avanços tecnológicos não se têm limitado a servir de instrumento à caça ilegal – revelam-se também armas eficazes para caçar os criminosos. Seguem-se sete das ferramentas que estão a fazer a diferença na conservação das espécies.

Drones

Com o custo dos drones – aviões de controlo remoto com câmaras e sensores a bordo – a cair e a tornarem-se mais fáceis de usar, estas ferramentas de alta tecnologia têm desempenhado um papel importante para os conservacionistas e guardas florestais que querem apanhar os caçadores. Através da vista aérea, especialmente com um mecanismo pequeno e silencioso como este, tem sido possível proteger espécies do Quénia, Nepal e até baleias no oceano.

Google Earth e coleiras GPS

O Google Earth tem fornecido informações e descobertas valiosas aos cientistas e conservacionistas, mas pode também funcionar como uma ferramenta em tempo real para acabar com a caça clandestina. A Save the Elephants usa o Google Earth juntamente com coleiras com GPS para controlar os movimentos dos animais, registando não só a sua localização, mas a velocidade a que se move. Os dados são usados para perceber se um individuo está a fugir de caçadores ou se parou de se mover, podendo ter sido vítima da sua acção. A equipa recebe assim alertas em dispositivos móveis quando os movimentos de um elefante são fora do comum.

Vedações com alarme

Os Serviços da Vida Selvagem do Quénia estão a usar alta tecnologia nas vedações que envolvem determinadas reservas numa tentativa de manter os caçadores furtivos e os animais bem longe uns dos outros. As vedações fazem soar um alarme emitido aos guardas, caso esta seja violada – por pessoas ou por animais. A partir do momento em que recebe o aviso, o guarda pode dirigir-se à área em questão para perceber o que se está a passar. Esta ferramenta destina-se apenas a áreas de conservação pequenas o suficiente para serem cercadas na sua totalidade, sendo que as autoridades esperam que os alarmes possam parar até 90% a caça furtiva dentro desses espaços.

Câmaras escondidas

Uma empresa chamada Wildland Security criou a TrailGuards, uma pequena câmara que pode ser escondida em troncos de árvores, arbustos e outros esconderijos. As câmaras são accionadas pelo movimento de animais de grande porte, tal como as armadilhas fotográficas que os investigadores usam. A câmara é programada para reconhecer potenciais ameaças e envia de imediato a imagem para as equipas anti caça que podem inspeccionar o local e actuar, caso a imagem revele a presença de caçadores.

Rastreios de ADN

Por vezes, dissuadir os caçadores furtivos significa ter a certeza que eles sabem que podem ser apanhados – e é aqui que o rastreio forense entra em jogo. Na presença de barbatanas de tubarão confiscadas, os cientistas estão a aprender a usar o ADN do animal para perceber de onde ele é originário e prevenir as autoridades da região em causa para a caça ilegal. Este método está a ser usado com várias espécies de tubarões, principalmente as que não se movem por amplas áreas.

Outra estratégia de rastreio do ADN funciona com rinocerontes. Um chifre confiscado pode ser analisado até se perceber de onde é natural, o que facilita a identificação dos caçadores e traficantes que o colocaram no mercado.

Coleiras anti armadilha com alertas de emergência

Alguns caçadores, em vez de caçarem eles próprios, deixam que as armadilhas façam o trabalho por si – isso é muito comum para leões, chitas ou leopardos. Geralmente isso significa uma morte lenta e dolorosa. O Wildlife Act Fund tem uma solução interessante – uma coleira à prova de armadilhas que pede socorro. O sistema alerta a equipa que o animal parou de se mexer, o que pode significar estar ferido ou preso. Se for esse o caso, podem localizá-lo e salvá-lo.

Corantes e microchips

O Rhino Rescue Project está a usar a tecnologia GPS, bem como um corante brilhante, para tornar os chifres dos animais indesejáveis para os caçadores. A técnica consiste em tingi-los, de forma permanente, com corante cor-de-rosa, usando um dispositivo de alta pressão. Além disso, inserem três microchips GPS nos chifres dos animais. Tornam-nos assim indesejáveis não só por estarem manchados, mas também por estarem marcados com um chip escondido algures.

Os conservacionistas conseguem desta forma controlar os movimentos dos rinocerontes e perceber se os chifres estão a ser movidos de uma forma invulgar – como a alta velocidade num automóvel ou num helicóptero.

Foto: Sob licença Creative Commons

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