Cientistas criam porco imune à febre suína africana

Cientistas criam porco imune à febre suína africana

O mesmo laboratório que criou a ovelha Dolly produziu agora um leitão resistente a uma doença fatal, utilizando uma nova técnica, mais simples do que a clonagem. Acredita-se assim que a chegada da carne geneticamente modificada às mesas de jantar das nossas casas esteja cada vez mais próxima.

O leitão, conhecido apenas como Pig 26, foi criado através de um processo designado de “gene editing” no Roslin Institute, em Edimburgo, há quatro meses. O animal foi concebido para ter um gene imune à febre suína africana, doença capaz de matar porcos europeus num prazo de 24 horas após a infecção.

A técnica é mais rápida e eficiente do que os métodos anteriormente desenvolvidos, sendo que não envolve a utilização de genes com resistência a antibióticos.

O processo consiste em cortar o ADN de um animal e inserir-lhe um novo material genético. Os investigadores dizem a mutação genética é depois copiada, pelo que se torna impossível de dizer, olhando para o ADN de um animal, se foi ou não modificado.

Este processo tem uma taxa de sucesso de 10 a 15%, comparativamente aos menos de 1% dos actuais métodos usados ​​pelos cientistas.

O gene em questão neste caso foi retirado da espécie de porco selvagem africano. Estes animais são naturalmente imunes ao vírus da febre africana, mas não se podem cruzar com espécies europeias.

Espera-se agora que outros animais, como bovinos e ovinos imunes a uma série de doenças, possam também ser usados para tornar outros mais resistentes a partir desta técnica.

Os avanços têm sido alvo de crescente interesse por parte de empresas comerciais e órgãos reguladores internacionais, que estão agora a considerar a melhor forma de a classificar. As primeiras carnes e peixes geneticamente modificados podem vir a ser aprovados já neste Verão.

Um dos principais argumentos contra a utilização de carne geneticamente modificada para consumo humano baseia-se na ingestão de substâncias que os activistas receiam poder anular o efeito de certos fármacos essenciais à vida de muitas pessoas.

Comentários (Facebook):

Deixar uma resposta

Patrocinadores