Caçadores matam os últimos rinocerontes de Moçambique

Caçadores matam os últimos rinocerontes de Moçambique

Ninguém sabe dizer ao certo quando é que os rinocerontes começaram a habitar as florestas e planícies de Moçambique, mas todos podemos dizer com certeza quando é que o seu reinado no país terminou. Os últimos 15 animais que existiam em Moçambique foram encontrados mortos sem os seus chifres, vítimas do massacre de caçadores furtivos.

Os animais foram encontrados no Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo, uma reserva de vida selvagem ao longo da fronteira a sul de Moçambique, onde há uma década existiam centenas de rinocerontes.

As autoridades acreditam que os guardas florestais, incumbidos de proteger os animais em vias de extinção, auxiliaram os caçadores no ataque. De acordo com o The Telegraph, 30 guardas foram presos, acusados de cumplicidade, e vão a tribunal no final deste mês.

Para agravar a situação, os rinocerontes da vizinha África do Sul parecem caminhar para destino semelhante. Até agora, este ano 180 espécimes ameaçados foram mortos por caçadores, deixando a colónia reduzida a apenas 249 animais.

Os seres humanos, que no passado já foram sábios o suficiente para saber respeitar os animais mais maravilhosos, trocaram ao longo das últimas décadas a veneração pela ganância, impulsionada pelo comércio ilegal. Esta demanda cresce principalmente por acção do mercado negro asiático, onde os chifres de rinoceronte chegam a valer mais do que o ouro devido às suas supostas propriedades afrodisíacas.

Apesar dos esforços de conservação da espécie, este triste marco em Moçambique pode não vir a ser o único em África.

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1 comment

  1. Rui

    Caros, Por favor em português é procura e não demanda. Demanda é quest.

    Cumprimentos.

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