Empregos digitais são solução ao desempregado juvenil em África

Empregos digitais são solução ao desempregado juvenil em África

Embora a economia de África se tenha expandido rapidamente nos últimos anos, ela não acompanhou o ritmo das necessidades de emprego da sua população jovem. Graças à era digital, isso está a mudar.

África conta com quase 200 milhões de pessoas com idades entre os 15 e os 24 anos – valor que deve duplicar até 2045. O continente tem a população mais jovem do mundo, sendo que grande parte se encontra desempregada. Parte do problema reside no fosso existente entre as competências que os jovens possuem e as que os empregadores procuram.

África, como o mundo, precisa de trabalhadores capazes de gerir a enorme quantidade de dados que o mundo digitalizado gera. A verdade é que, com a formação adequada, essas tarefas podem ser executadas em qualquer parte do mundo. Os dados de uma empresa de alta tecnologia nos Estados Unidos, por exemplo, podem ser processados por jovens com smartphones ou tablets a viver em favelas de Nairobi, no Quénia.

O trabalho digital tem, de facto, potencial para reduzir o desemprego e a pobreza em muitos países africanos – e isso tornou-se claro para a Rockefeller Foundation, que lançou recentemente o Digital Jobs Africa. Trata-se de uma iniciativa de sete anos, no valor de €64,3 milhões, decidida a melhorar a vida de um milhão de pessoas em seis países africanos, através de oportunidades de trabalho digital e treino de competências na área.

Os seis países-alvo – Egipto, Gana, Quénia, Nigéria, Marrocos e África do Sul – contam com taxas particularmente altas de desemprego juvenil e infra-estruturas com tecnologias de informação e comunicação (TIC) em rápido desenvolvimento. Através da formação adequada, os jovens tornam-se aptos a aceitar trabalhos que lhes garantem uma fonte de rendimento segura, a longo prazo.

A empresa sem fins lucrativos Samasource, sedeada em São Francisco, nos EUA, faz parte deste movimento, empregando apenas pessoas que vivam abaixo do limiar de pobreza. Os trabalhadores devem ter entre os 18 e os 30 anos e é dada preferência às mulheres, que enfrentam mais dificuldades no acesso a emprego.

A Digital Divide Data é outro exemplo de empresa beneficiária deste projecto. Com um princípio semelhante à anterior, emprega mais de 1.000 pessoas no Camboja, Quénia e Laos. Ambas as empresas são consideradas pioneiras no impacto do business process outsourcing em África.

Esta é uma solução promissora para jovens em contextos problemáticos que assim ganham uma hipótese de evolução no mercado de trabalho.

Foto: Sob licença Creative Commons

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