Crianças de Timor-Leste com urgência de melhor alimentação

Crianças de Timor-Leste com urgência de melhor alimentação

São necessários mais esforços para melhorar o comportamento nutricional em Timor-Leste – 58% das crianças com menos de cinco anos estão subdesenvolvidas para a sua idade, devido à desnutrição crónica, dizem os especialistas.

“O foco precisa de estar na mudança de comportamento. Aumentar simplesmente a quantidade de alimentos não vai melhorar o estado nutricional das pessoas se a sua fonte de alimento, como o arroz, tem um valor nutricional limitado”, disse Mirko Gamez Arias, da CARE.

De facto, o problema nem sempre reside na quantidade de alimentos, mas sim se a sua qualidade é suficiente para prevenir a desnutrição. Em Timor-Leste, a dieta de muitas pessoas consiste em pouco mais do que os alimentos básicos.

De acordo com um relatório de 2013 da UNICEF, o país conta com a maior percentagem do mundo de crianças menores de cinco anos moderadamente ou severamente mal desenvolvidas – igualado apenas pelo Burundi.

A proporção de crianças que não crescem como era suposto, com menos de cinco anos, passou de 50% em 2002 para 58% em 2009-10. Esta situação reflecte uma desnutrição crónica durante os períodos mais críticos de crescimento e desenvolvimento no início de vida. A maioria dos casos – com um enorme impacto no desenvolvimento físico e mental – não pode ser revertida depois de a criança atingir os dois anos de idade.

A nível global, a desnutrição contribui para mais de um terço das mortes infantis, informa a IRIN. Em Timor-Leste, o número de crianças com baixo peso aumentou de 41% em 2002 para 45% em 2009-10, segundo o mesmo relatório.

Esta condição tem naturalmente impactos negativos a longo prazo no desenvolvimento social e económico de um país em que as crianças não podem alcançar o seu potencial máximo devido à má alimentação.

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