África rural pode receber parapente gerador de energia eólica

África rural pode receber parapente gerador de energia eólica

A Universidade de Delft tem um programa dedicado a sistemas de geração de energia através de parapentes, que conta já com 20 anos de investigação e desenvolvimento. Agora, os membros da equipa estão a explorar casos práticos em que o sistema se possa revelar útil. Um dos elementos acaba de concluir uma viagem pelo Quénia, Tanzânia e Senegal em busca de oportunidades para a geração de energia para a África rural.

Christopher Grete, membro do KitePower Delft, acaba de regressar de uma longa viagem pelo continente africano, onde foi tentar perceber o interesse que existe em usar a energia do parapente em prol das populações. Falamos de uma área tipicamente mal abastecida pelas redes nacionais e com desafios logísticos significativos para construções.

Delft tem-se debruçado nesta tecnologia desde 1993, quando o primeiro astronauta holandês no espaço, Wubbo Ockels, criou o programa. A faculdade tem vários professores e alunos envolvidos na simulação, prototipagem e avaliação de todos os aspectos do terreno, mas só agora está a começar a ponderar de forma séria a comercialização.

A equipa avançou com três diferentes tipos de parapentes ao longo dos anos, incluindo um modelo ligado a um cabo, semelhante aos que utilizam os praticantes de kitesurf. Os parapentes são feitos de tecido e possuem abas rígidas.

Em alguns dos seus protótipos, a equipa usou sistemas de controlo via rádio, enquanto noutros existe uma corda no solo que controla a tração do mecanismo.

Grete reuniu-se com os órgãos governamentais dos países, com instituições de investigação, departamentos de universidades e empresas ligadas à energia em África. Registou várias falhas de energia pelos territórios visitados, mesmo nas regiões mais desenvolvidas, e percebeu que muitas áreas rurais estão completamente desconectadas das redes nacionais de energia.

As energias renováveis em pequena escala, nestas circunstâncias, podem ser soluções muito vantajosas para as populações. Uma das sugestões propostas foi a de fornecer energia para o processamento de longa duração do leite UHT, por exemplo.

A África rural tem amplos territórios e poucas infra-estruturas técnicas e de tráfego aéreo. Isso diminuiu em muito as preocupações a respeito da instalação dos parapentes. No entanto, esta combinação também aumenta os desafios na obtenção de manutenção para equipamentos técnicos e electrónicos mais complexos.

Depois de identificar várias oportunidades de pesquisa e desenvolvimento para a tecnologia, Grete está agora a trabalhar para conseguir financiamento e avançar na implementação do projecto, adianta o Gizmag.

Sendo assim, é possível que algumas das próximas ondas de energia eléctrica da África rural venham do céu.

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