África do Sul: nunca se mataram tantos rinocerontes como em 2013

África do Sul: nunca se mataram tantos rinocerontes como em 2013

Quase 700 rinocerontes já foram mortos na África do Sul em 2013, tornando este no ano mais sangrento de sempre para a caça ilegal de rinocerontes. No ano passado, o número de rinocerontes mortos pelos seus chifres atingiu os 668 – valor já repetido este ano e ainda só estamos em Outubro. Apenas subsistem cerca de 18 mil rinocerontes brancos e 4 mil rinocerontes pretos no país.

O crescimento da caça ilegal na África do Sul tem sido dramático e veloz – em 2007 foram mortos apenas 13 rinocerontes. A tendência foi em grande parte impulsionada pela procura da Ásia, especialmente do Vietname, onde o chifre deste animal é visto como um símbolo de status. Os compradores são tipicamente os “indivíduos educados, bem-sucedidos e poderosos”, segundo o Guardian.

Os esforços anti caça furtiva estão a englobar tecnologia, como os drones, bem como a tentar elevar o problema a partir de uma questão de conservação para de segurança nacional.

Edna Molewa, ministra da água e assuntos ambientais da África do Sul, afirmou que o comércio ilegal é também uma ameaça para a indústria do turismo do país. “Devido ao aumento da caça ilegal de rinocerontes desde 2008, os rinocerontes têm estado no centro das atenções do mundo. Isto porque perder um rinoceronte não só perturba o equilíbrio ecológico, como também prejudica a economia sul-africana, através do dano resultante na indústria do turismo, como criadora de emprego, e constitui uma ameaça à segurança”, justificou.

Heather Sohl, conselheira chefe de espécies da WWF no Reino Unido, afirma que o novo recorde de mortes é “extremamente preocupante” e que os governos precisam de agir de forma adequada à gravidade do crime. “Isto não é apenas uma questão ambiental; o comércio ilegal de vida selvagem transcende as fronteiras nacionais e prejudica a segurança nacional e o desenvolvimento económico em alguns dos países mais pobres do mundo”, disse ela.

Os governos e a WWF vão reunir-se na sede da ONU em Nova Iorque para discutir os esforços de combate a este problema.

Foto: Sob licença Creative Commons

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