Relocalização previne a extinção do rinoceronte africano

Relocalização previne a extinção do rinoceronte africano

Para aqueles que se questionam sobre o porquê da importância e da excitação em torno da relocalização de rinocerontes, a resposta é simples – é na deslocação que reside o facto de esta espécie ainda existir.

O poder de relocalização justifica que, em pouco mais de 100 anos, 20 dos 50 rinocerontes que vivem no actual Hluhluwe Game Reserve, na África do Sul, cresceram e foram responsáveis por mais de 400 membros em nove países africanos.

Este tipo de sucesso demonstra a importância da relocalização. Ao separar populações e colocá-las em habitats apropriados em África, o número de rinocerontes brancos no mundo aumentou dez vezes mais rápido do que teria aumentado se não se tivesse procedido a esta prática.

Não só mover os animais promove uma segurança adicional, ao separá-los numa área mais abrangente, como também ajuda a manter elevadas as taxas de crescimento. Por outro lado, em reservas com cercas, este processo previne um acréscimo superior ao que o ambiente consegue confortavelmente suportar.

Apesar do sucesso das relocalizações, ainda se enfrenta uma batalha face à caça furtiva que, na África do Sul, está a crescer. Em 2012, 668 animais foram mortos por caçadores e, este ano, prevêem-se valores ainda piores. Estão-se a perder quase dois rinocerontes por dia em todo o continente.

Estes dados confirmam que temos de explorar todas as possibilidades para lutar pela sobrevivência do majestático rinoceronte africano e reforçam a necessidade de relocalização para destinos seguros.

Quando se planeia uma iniciativa de conservação que envolve uma relocalização internacional, muitas coisas têm de encaixar – e há muitos atributos para se ser bem-sucedido. A Beyond’s, de relocalização para a Índia, demorou seis anos a ser criada e, a Rhinos Without Borders, cerca de quatro.

Não obstante as espécies, o sucesso da deslocação requer paciência, persistência e dedicação de uma equipa altamente experiente na captura, quarentena.

Foto: wwarby, sob licença Creative Commons

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