Pescadores de Moçambique combatem tempos adversos

Pescadores de Moçambique combatem tempos adversos

Todos os dias ao amanhecer, pequenas embarcações até dez metros de comprimento e tripulados por oito pessoas partem da Praia Nova, na cidade da Beira em Moçambique. Mesmo que um barco consiga lançar uma rede ilegal de dimensões reduzidas sobre uma distância de cerca de doze quilómetros por dia, a captura mal pagará o combustível utilizado pelo seu motor, refere um novo artigo publicado no AllAfrica.

Em Julho de 2013, no outro lado da baía da Beira, perto da foz do rio Púnguè, os pescadores começaram a capturar grandes camarões nunca antes vistos, conhecidos na zona como camarões “arco-íris”. O preço a que está à venda este tipo de camarão é de apenas 50 meticais (1,22 €) por quilograma e uma empresa tem estado a comprá-los, enquanto o camarão local continua a ser vendido por 150 meticais (3,67 €) ao quilo.

Especula-se que os camarões “arco-íris” chegaram à zona através dos porões de navios de arrasto estrangeiros, ou poderão ter sido transportados da Ásia até às explorações agrícolas de camarão locais e tenham escapado devido a alguma gestão negligente. O departamento de pesca do governo ainda está a determinar precisamente que tipo de camarão se trata esta nova espécie e pretende entender como terão chegado até às águas moçambicanas.

No mercado da Praia Nova, onde regressam os pescadores ao fim da tarde para venderem o que capturaram aos comerciantes, a desproporção entre camarão local e o de “arco-íris” é notória. A nova espécie expandiu o seu habitat em cerca de dez quilómetros da foz do rio Púnguè e analistas afirmam que tal será praticamente impossível de erradicar.

Mais de um quarto de milhão de moçambicanos depende da pesca para a sua subsistência e as suas actividades apoiam novos negócios, bem como contribuem para a segurança alimentar.

Foto:  bachmont / Creative Commons

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