Tanzânia: autoridades admitem aumento do número de mortes de elefantes

Tanzânia: autoridades admitem aumento do número de mortes de elefantes

Lazaro Nyalandu, vice-ministro dos Recursos Naturais e do Turismo da Tanzânia, disse que sessenta elefantes foram “massacrados” nos meses de Novembro e Dezembro, sendo que em Outubro apenas duas mortes tinham sido registadas, refere o jornal The Guardian.

Soldados, polícias e guardas-florestais estiveram envolvidos numa operação em Outubro contra caçadores furtivos, com nome de código “Operação Eliminação”, mas a intervenção foi suspensa após a realização de um inquérito por parte de deputados tanzanianos que descobriram uma longa lista de homicídios, violações, tortura e extorsões a pessoas inocentes.

As conclusões do inquérito – que incluem a morte de treze civis e a detenção de mais de mil pessoas – levaram à demissão de vários ministros. Nyalandu disse que o governo iria apelar a doadores estrangeiros para ajudarem o departamento de vida selvagem da Tanzânia e o serviço de guarda-florestal acrescentando ainda que “os países asiáticos são alegadamente os maiores consumidores de presas de elefante e derivados”.

Uma recente pesquisa por parte da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais revelou que vinte e dois mil elefantes foram mortos em 2012 e África poderá perder um quinto dos seus elefantes no decorrer da próxima década. Havia cerca de dez milhões de elefantes-africanos no início do século XX, mas esse número foi reduzido para quinhentos mil devido à caça ilegal e perda de habitat.

Com um número de elefantes entre setenta mil e oitenta mil no ano de 2009, a Tanzânia é considerada o lar de aproximadamente um sexto de todos os elefantes-africanos. Em 2012, um deputado tanzaniano disse que a caça ilegal estava fora de controlo com uma média de trinta elefantes mortos diariamente pelo seu marfim. E em Moçambique, como será?

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