Aplicação africana para telemóveis antigos faz sucesso na Índia

Aplicação africana para telemóveis antigos faz sucesso na Índia

A empresa africana Mxit criou uma aplicação de mensagens para telemóvel e alega que possui 7,4 milhões de utilizadores activos por mês, com pouco menos de 1 milhão a localizar-se fora da África do Sul. Cerca de 35 milhões de indianos utilizam a aplicação norte-americana WhatsApp e 10 milhões usam a aplicação japonesa Line. Já a aplicação chinesa WeChat não divulga o seu número de utilizadores, mas também aparenta ser popular.

O site Quartz refere que a Mxit pretende ganhar utilizadores a estas aplicações ao inovar num aspecto diferente: pretende ir além dos smartphones. Ao contrário dos seus competidores, a Mxit oferece uma ligação à moda antiga com os telemóveis tradicionais – muito utilizados na Índia. No terceiro trimestre de 2013, o mais recente para o qual há dados disponíveis, mais de 80% dos utilizadores usavam este tipo de telemóveis. Algo que está a mudar, pois espera-se que cerca de 225 milhões de smartphones sejam vendidos na Índia este ano, embora os telemóveis tradicionais ainda dominem em vendas e utilização.

Um grande motivo para a popularidade do Mxit na África do Sul tem sido permitir os seus utilizadores usarem a aplicação em telemóveis de segunda geração que nunca foram realmente criados para se ligarem à internet. Este aspecto leva a que pessoas com muitos amigos com telemóveis tradicionais queiram usar uma aplicação que lhes permita comunicar com todos os seus amigos e não apenas com os que possuam smartphones. Em países mais pobres, como a África do Sul e a Índia, a probabilidade de um grupo de amigos utilizar uma ampla variedade de telemóveis é maior do que nos mercados saturados do Ocidente.

As pessoas tendem a utilizar uma série de diferentes aplicações para comunicarem com diferentes amigos, mas as que têm encontrado mais sucesso são as aplicações que compreendem as necessidades dos seus utilizadores – e uma empresa de um país em desenvolvimento poderá ser a que está em melhor posição para compreender as necessidades de um outro país em desenvolvimento.

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