Estudo revela que apenas 4% dos caçadores furtivos do Quénia são presos

Estudo revela que apenas 4% dos caçadores furtivos do Quénia são presos

Uma investigação da Wildlife Direct revelou que, entre Janeiro de 2008 e Junho de 2013, foram apresentados 743 casos criminosos em todo o país relativos à vida selvagem. Destes casos, apenas 4% dos infractores foram condenados à prisão por crimes contra a natureza que envolviam matar animais selvagens e depois vendê-los em partes.

Para elefantes e rinocerontes em particular, o estudo revela números perturbadores. Em casos relativos a estes animais – que podem resultar em sentenças até 10 anos de prisão -, apenas 7% dos infractores foram presos. Elefantes e rinocerontes foram também as espécies mais envolvidas em casos de caça furtiva.

Paula Kahumbu, autora e directora executiva da Wildlife Direct, disse que as políticas contra a caça furtiva não são suficientemente rigorosas, o que motiva os caçadores furtivos a serem mais agressivos. “Facilitamos a caça e o comércio a operarem no nosso país e a misericórdia dos tribunais face a este tipo de caso levou a criar-se uma cultura de impunidade dentro das associações criminosas”, afirmou Kahumbu ao site Standard Digital.

“O Quénia tornou-se um abrigo seguro para cartéis criminosos internacionais que controlam a caça ilegal e o tráfico no nosso país e esperamos que este estudo desencadeie uma resposta imediata do governo para resolver este problema”, acrescentou Kahumbu.

Os envolvidos neste tipo de actividades criminosas ganham entre 7 e 15 mil milhões de euros (308 e 617 mil milhões de meticais) todos os anos em lucros relativos à caça furtiva e ao comércio de produtos como chifre de rinoceronte, marfim, pele de crocodilo, patas de tigre, ovos, carne de animais selvagens ou animais vivos usados como animais de estimação.

Foto:  wwarby / Creative Commons

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