Moçambique poderá ficar livre de minas terrestres este ano

Moçambique poderá ficar livre de minas terrestres este ano

Em declarações durante um seminário em Maputo, destinado a elaborar planos para assistência às vítimas das minas terrestres, António Martins, chefe das operações do Instituto Nacional de Desminagem (IND), disse que em 2013 cerca de 592 áreas onde se suspeitava a presença de minas terrestres – abrangendo uma área total de 9,33 milhões de metros quadrados – foram desminadas.

Ainda restam 500 áreas suspeitas de contaminação em 19 distritos. “Um total de 5,6 milhões de metros quadrados precisam de ser desminados”, disse Martins, que para tal empreendimento estimou um orçamento de cerca de 550 milhões de meticais. Um dos principais desafios, acrescentou Martins, é a desminagem da fronteira entre Moçambique e o Zimbabwe.

Martins disse que, desde 2008, 116 pessoas foram vítimas de acidentes de minas terrestres. Destes, 45 morreram e 71 foram mutilados.

Os esforços de desminagem até à data, afirma Martins, limparam completamente cinco das 11 províncias do país – Niassa, Cabo Delgado Nampula, Zambézia e a cidade de Maputo -, o que significa que ainda há áreas suspeitas de conter minas em Tete, Manica, Sofala, Inhambane, Gaza e na província de Maputo.

Por sua vez, Ivete Alane, a secretária permanente do Ministério da Mulher e Acção Social de Moçambique, indica que 473971 pessoas no país sofrem de algum tipo de deficiência, sendo que 2447 destes são vítimas de minas e outros engenhos explosivos.

No âmbito do Tratado de Otava, sobre minas terrestres, que proíbe as antipessoais, Moçambique deveria ter concluído a desminagem até 2009 (dez anos após a o país ter aderido à convenção na qual foi assinado o tratado). Este prazo revelou-se impossível, obrigando Moçambique a pedir – e a obter – uma prorrogação de cinco anos, que se esgota este ano.

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