ONU e Ikea querem melhorar vida nos campos de refugiados

ONU e Ikea querem melhorar vida nos campos de refugiados

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), comandado pelo antigo Primeiro-ministro português António Guterres, e a Ikea querem melhorar as condições de vida nos campos de refugiados.

Por cada lâmpada LED que a empresa de móveis vender durante os próximos dois meses, a Fundação Ikea – o lado filantrópico da corporação – irá doar um euro no sentido de fornecer aos refugiados lanternas e postes de iluminação alimentados a energia solar, bem como fogões movidos a biocombustível, refere a Co.Exist.

A falta de luz nos campos de refugiados cria um clima de medo. Peter Kessler, um porta-voz da ACNUR que se encontra entre meio milhão de refugiados sírios na Jordânia, afirma que este aspecto da falta de luz afecta principalmente as mulheres que receiam a violência contra o seu género. Quanto maior for o campo de refugiados – como o de Za’atari, que abriga 100.000 pessoas perto da fronteira com a Síria – maior a sua vulnerabilidade.

Este receio não é infundado, pois as mulheres refugiadas na Jordânia – muitas das quais fugiram da Síria com medo de serem violadas ou atacadas no meio do caos – têm relatado terem sido forçadas a trocar sexo por ajuda. Os seus relatos apontam igualmente para um aumento da violência entre parceiros íntimos.

Em 2013, assistentes sociais sírios no campo de refugiados da Jordânia registaram 165 casos de violência de género, muitas vezes nas mãos dos seus maridos ou de jordanos. O ano passado marcou também uma época especialmente perigosa para os refugiados de todo o mundo: cerca de duas milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas devido a conflitos.

Leia mais informações sobre o projecto no Green Savers Portugal.

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