Zulus vestem peles artificiais para proteger leopardos

Zulus vestem peles artificiais para proteger leopardos

A igreja sul-africana Shembe anunciou que irá substituir as peles de leopardo normalmente usadas ​​nas suas cerimónias por peles sintéticas importadas da China. Alarmados com o rápido declínio da população da espécie felina, ambientalistas persuadiram os líderes Shembe a substituir as peles da espécie ameaçada.

Com raízes em tradições zulus e cristãs, a religião sul-africana existe há cerca de um século e há muito que venera as peles de leopardo como símbolo de poder e realeza. A pele de leopardo tem sido parte da cultura Shembe e é usada durante grandes ajuntamentos da sua religião, sendo que é suposto os participantes usarem uma capa de pele de leopardo nos seus vestidos cerimoniais, refere o Inhabitat.

Ambientalistas afirmam que a população felina está extremamente ameaçada devido à caça excessiva e perda de habitat. A Fundação Landmark estimou que a população de leopardos na África do Sul diminuiu para menos de 7000.

Para salvar os leopardos de mais caça furtiva, a ONG norte-americana Panthera tem vindo a trabalhar com os líderes Shembe para os convencer a aceitar o uso de peles falsas que se assemelham às autênticas. Graças à bênção da igreja, a iniciativa tem vindo a ter sucesso e estima-se que cerca de 10% dos seguidores da igreja agora vistam a alternativa mais acessível e amiga dos leopardos.

Foto: GollyGforce – Living My Worst Nightmare  / Creative Commons

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