Zimbabué: 2,2 milhões de pessoas vão precisar de alimentos até final do mês

Zimbabué: 2,2 milhões de pessoas vão precisar de alimentos até final do mês

Com base num estudo feito no ano passado, a Organização das Nações Unidas (ONU) acredita que 2,2 milhões de pessoas vão precisar de assistência alimentar no Zimbabué até ao final deste mês – mas o governo do país coloca em causa estes resultados. Uma investigação da IRIN revela que há fome generalizada, mas também sinais de melhoria.

“O Zimbabué está a sofrer a maior fome dos últimos cinco anos, estimando-se que um quarto da sua população rural enfrente uma escassez de alimentos”, afirma o Programa Alimentar Mundial (PAM). “Esta proporção representa cerca de 2,206,924 pessoas que não serão capazes de satisfazer as suas necessidades alimentares anuais”, revela um relatório baseado num estudo realizado pelo governo e o PAM.

No entanto, Paddington Zhanda, um responsável do Ministério da Agricultura do Zimbabué, afirma que “o número de pessoas em necessidade é exagerado”. “Não há crise. Se houvesse uma crise, teríamos pedido ajuda como já o fizemos no passado. Vamos ter umas das melhores colheitas em anos”, acrescentou.

O PAM planeava ajudar 1,8 milhões de pessoas durante o período vigente, mas a falta de financiamento levou a que apenas 1,2 milhões recebem assistência. No ano passado, o governo do Zimbabué comprara milho aos países vizinhos e este ano tinha supostamente feito um pedido de 150 mil toneladas de milho proveniente da África do Sul, mas quem trabalha na ajuda humanitária diz que não viu milho algum.

A agência humanitária e os seus parceiros têm sido forçados a reduzir a assistência alimentar e a dar meias-rações. No início de Fevereiro, o governo norte-americano avançou com uma doação de cerca de 2,9 milhões de euros para ajudar o PAM a continuar com a assistência alimentar em zonas especialmente atingidas pelo problema da fome.

Foto:  DFAT photo library / Creative Commons

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