Versão africana da Amazon virá da Nigéria

Versão africana da Amazon virá da Nigéria

Quando o CEO da Amazon, Jeff Bezos, anunciou os planos da empresa para entregas em 30 minutos com a Amazon Prime Air – um drone – em Dezembro, ficou claro que o comércio electrónico teria pela frente dias emocionantes, principalmente em África.

Lagos não é a capital da Nigéria, mas é de longe a maior cidade do país e tem entre 17 e 21 milhões de habitantes, com 30 mil pessoas que chegam a cada semana de toda a África.

“Até 2030, um em cada seis africanos será nigeriano, e a sua economia terá o maior PIB do continente”, diz Betty Enyonam Kumahor, director da Africa for global IT consulting firm ThoughtWorks. “Mas a compreensão de como lançar um negócios de comércio electrónico na Nigéria exige uma compreensão do ecossistema e do país – e outros aspectos, como o custo de geradores e a escassez relativa de talentos.

No entanto, o comércio electrónico iniciado em Lagos, como a cadeira de supermercados online Gloo.ng, tem vindo a enfrentar problemas de logística que se focam no terrível tráfego da cidade e no facto de muitas ruas, por vezes, não serem encontradas num mapa, por exemplo.

Fazer entregas em Lagos é o caos total. Não há um serviço postal viável na cidade – ou no país – no entanto, as empresas de comércio eletrónico estão a proliferar. E algumas garantem mesmo a entrega dos produtos em toda a cidade em 24 horas.

Embora as inovações no e-comércio não se limitem à Nigéria, os empresários de todo o mundo estão a acompanhar de perto os fenómenos que lá têm ocorrido.

A Amazon africana

De acordo com o Mashable, um empresário do Reino Unido, Ivan Mazour, CEO do Ometria, referiu que “o comércio electrónico é a próxima fronteira para os mercados emergentes – uma onda imparável na evolução do retalho. Os países MINT (México, Indonésia, Nigéria e Turquia) são o futuro, e a Nigéria é o mais interessante deste novo grupo, com uma economia projectada para ir até do 39º ao 13º maior PIB nas próximas duas décadas”.

Ivan Mazour acrescentou ainda que “a Nigéria é o país de muitos gigantes do comércio electrónico de sucesso, tais como Konga e Jumia”, duas empresas de de comércio electrónico nigerianas que lucraram €45,6 milhões (2 mil milhões de meticais) e €43,8 milhões (1,9 mil milhões de meticais), respectivamente, de investidores globais. Ambas “servem de  inspiração para os empresários africanos como Olusanya Gloo.ng ‘s”.

O espaço tecnológico africano, definido e acelerado pelos telemóveis, tem vindo a crescer à medida que os investidores remetem esforços em direcção ao continente. Vários países africanos ultrapassaram a internet fixa devido à omnipresença de telemóveis e das suas redes. Assim sendo, por que razão deveremos construir estradas para locais quase inacessíveis quando o ar é uma opção cada vez melhor e mais económica?

A iniciativa que implementa as entregas rápidas africanas é o Flying Donkey Challenge, uma viagem de 24 horas ao redor do Monte Quénia, onde as companhia áreas africanas têm de entregar e recolher cargas de 20 quilos sem qualquer tipo de danos. O vencedor recebe um prémio de mais de €720 mil.

Mas, enquanto estas empresas enfrentam enormes desafios em sobrevoar o Monte Quénia, na África Oriental, é realmente na Nigéria, na África Ocidental, que os desafios de hoje são quase de insondável alcance – e, ainda assim, onde o futuro da Amazon Africana provavelmente surgirá – esperamos que a sustentabilidade não seja esquecida neste movimento.

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