Cães abandonados com cancro da mama ajudam investigações para a saúde humana

Cães abandonados com cancro da mama ajudam investigações para a saúde humana

Um grupo de veterinários da Universidade da Pensilvânia está a lutar contra o cancro da mama dos cães abandonados. Mas, ao tratá-los, os investigadores não estão simplesmente a ajudar os animais a ficarem mais saudáveis. Eles esperam que, com o conhecimento adquirido com os pacientes de quatro patas, este possa vir a ajudar a salvar vidas humanas.

“O cão dá-nos a possibilidade de responder à pergunta: quando irá acontecer algo de mau a nível molecular?”, explicou Karin Sorenmo, um dos veterinários envolvidos, ao The New York Times.

Tanto nos cães como nos humanos existe estrogénio – molécula que alimenta dos tumores no cancro da mama. E entre os caninos, os cães que estão em abrigos têm um risco particularmente elevado de desenvolver cancro, pois apenas um em cada dez está esterilizado ou castrado – a castração remove os ovários, o órgão que produz estrogénio.

Pelo facto de as cadelas possuírem 10 glândulas mamárias, Sorenmo diz que cada paciente que observa pode ter uma progressão de cancro “instantânea” – um cão pode ter um tumor benigno numa glândula e um maligno noutra.

Ao compararem os tumores de cada cão, os investigadores esperam identificar ajustes moleculares que fazem alguns tumores serem inofensivos e outros perigosos.

Desde que este programa começou, em 2009, os veterinários já trataram mais de 100 cães, de acordo com o The Dodo.

“Muitos de nós temos sido tocados pelo cancro da mama. É realmente devastador. Se os cães podem ser uma alavanca para ajudar a aumentar o nosso conhecimento no tratamento do cancro, esta é uma verdadeira situação win-win”, disse Sorenmo.

Foto:  epSos.de  /Creative Commons

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