Borboletas africanas exemplificam efeitos das alterações climáticas

Borboletas africanas exemplificam efeitos das alterações climáticas

Os habitats terrestres mudam bastante com as estações do ano, afectando a disponibilidade de alimentos, pressão dos predadores e oportunidades de reprodução de animais. Por outras palavras: para sobreviverem e reproduzirem-se com sucesso, os animais têm de lidar com a variação sazonal, ameaças e oportunidades ecológicas.

Com o evoluir das espécies, muitos destes animais tornaram-se flexíveis e desenvolveram uma gama de respostas comportamentais, fisiológicas e morfológicas às alterações climáticas. Cientistas da Universidade Wagenigen e Universidade de Leiden, na Holanda, descobriram que as hormonas têm um papel crucial na regulação desta flexibilidade.

Assim, eles utilizam a borboleta africana como exemplo desta adaptação sazonal, uma vez que vive na savana, com estações húmidas e secas muito contrastantes, e expressa dois estilos de vida muito distintos em cada uma delas.

Durante e estação húmida, quando os alimentos são abundantes, se reproduzem rapidamente, elas têm uma vida curta. Na estação seca, atrasam a reprodução e podem viver por muito mais tempo.

Segundo os cientistas, as hormonas ecdisteróides, comuns a todos os insectos, têm concentrações diferentes nas pupas de estações diferentes, enviando um sinal sistemático pelo corpo sobre em qual ambiente se encontram.

Quando pupas em desenvolvimento se tornam adultos de estação seca, são injectados com estas harmonas e tornam-se adultos mais adaptados a ambientes húmidos, alocando mais recursos para alimentação e começando a colocar as suas ovas mais cedo.

Estas descobertas mostram como animais podem usar hormonas sistemáticas para responder a indicadores previsíveis da qualidade ambiental, e tomarem decisões estratégicas que os permitam lidar com flutuações, segundo o Planeta Sustentável.

Comentários (Facebook):

Deixar uma resposta

Patrocinadores