Moçambique: autoridades detêm seis caçadores furtivos de elefantes

Moçambique: autoridades detêm seis caçadores furtivos de elefantes

Recentemente, as autoridades moçambicanas prenderam seis caçadores suspeitos de praticarem caça ilegal numa vasta reserva de vida selvagem do país. O grupo de caça ilegal estaria a operar na Reserva Nacional de Niassa, uma área protegida com cerca de duas vezes o tamanho do Parque Nacional de Kruger, na África do Sul, que também tem sido dizimado pelos caçadores.

As detenções ocorreram no início do mês e foram a conclusão de quase um ano de investigação, que ilustra os desafios enfrentados pelos escaços polícias nos terrenos acidentados, onde os caçadores se aventuram em expedições, por vezes de várias semanas, matando vários elefantes com um único tiro, já que atingem órgãos vitais.

Os caçadores detidos teriam ligações com um grupo de tráfico de marfim na Tanzânia e acredita-se que sejam responsáveis pela morte de várias dezenas de elefantes só este ano. Adicionalmente, foram apreendidas armas e marfim.

A vigilância da reserva de Niassa é feita através de 200 guardas, apoiados por um helicóptero e uma avioneta, que patrulham aereamente o parque, com cerca de 42.000 quilómetros quadrados, albergando dois terços dos elefantes de Moçambique, refere o Huffington Post.

O parque de Niassa é um dos muitos campos de batalha africanos, onde os conservacionistas e autoridades nacionais lutam para travar os caçadores furtivos, que matam anualmente milhares de elefantes. Actualmente, a reserva tem cerca de 12.000 elefantes. Os caçadores já mataram 500 este ano e dizimaram grande parte dos rinocerontes moçambicanos.

 Foto: oldandsolo / Creative Commons

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