São as cidades médias – que estão a uma hora das grandes cidades mas não têm a sua confusão e complexidade de planeamento – que têm um maior potencial no que toca às oportunidades de negócio no futuro.

Esta foi a principal ideia defendida pelo professor do IESE e AESE, Luis Manuel Calleja, na última sexta-feira, no Centro de Congressos do Estoril.

E porquê? “[Porque] as grandes cidades não foram pensadas para o tamanho que têm hoje”.

Um exemplo: “As cidades da Justiça e das Finanças de Madrid são para escravos, para robots. Quando vou à cidade das Finanças tenho que andar vinte quilómetros para tomar um café sem estar a ouvir conversas relacionadas com finanças”, esclareceu.

Mas comecemos pelo início. Em dia de temporal e cheias um pouco por toda a região de Lisboa, o professor, do IESE e AESE, chegou tarde. Mas chegou – e em boa hora, porque a sua foi das mais interessantes apresentações do dia.

“As cidades geram grandes oportunidades de negócio” – começou por dizer Manuel Calleja, cuja apresentação tinha como título “Como fazer negócios nas cidades do futuro?”.

Calleja alertou para a importância das cidades enquanto locais de negócio, ao defender que a “política real, aquela que mexe no dia-a-dia dos cidadãos, está nas cidades”.

“Temos que explorar a marca de cada cidade, o seu prestígio e honra”, defendeu.

Finalmente, o professor referiu que as cidades têm que apostar na inovação nos negócios (ao nível, por exemplo, dos serviços profissionais, transportes urbanos e mobilidade, formação e educação, saúde, ócio e cultura e finanças especializadas) mas também institucional. Aqui, destaca-se a cooperação público-privada, a cooperação com os centros educativos, a economia de intercâmbios ou as cooperativas de consumidores.