As cidades sustentáveis – precisamente o tema da assembleia que comemorará os 30 anos da AESE – são um dos temas mais importantes da actualidade, e que nem a crise parece “incomodar”.

Esta relevância parte de um dado que é hoje tido como adquirido: em 2050, 75% da população mundial viverá em cidades – que nessa altura se tornarão mega-cidades.

Planeamento urbano, eficiência energética dos edifícios, construção sustentável e biodiversidade entraram, nos últimos anos, para o dicionário de indústrias que, até agora, não tratavam directamente destes temas.

Mas comecemos pelo princípio: em 2000 existiam 18 megacidades. Em 2025, só a Ásia terá dez. Qual será, então, o futuro das cidades? Embora esta resposta não seja consensual, alguns dos mais reputados arquitectos, planeadores urbanos e urbanistas convergem numa mesma direcção: a cidade do futuro será mais humana em termos de escala e concepção; mais ligada e mais inteligente; terá menos prédios a “beijar” ao céu e pensará mais na sustentabilidade e no ambiente.

Dos jardins que nascem hoje nos terraços dos arranha-céus nova-iorquinos e de Xangai às eco-cidades construídas de raiz em Abu Dhabi, passando pelas bem sucedidas estratégias de mobilidade sustentável e transportes públicos criadas pelo urbanista brasileiro Jaime Lerner, a cidade sustentável do futuro baseará a sua criatividade na própria natureza. Ou, pelo menos, será isso que se espera, hoje, dos futuros decisores, empreendedores e planeadores urbanos.

Em Portugal o tema também não passa ao lado das empresas, autarquias e população, e tem até levado, numa primeira fase, ao crescimento de conferências, debates, seminários e pós-graduações sobre o este assunto.

Ao esforço do Governo e autarcas em mudarem de paradigma de crescimento social e “verde”, respondem as empresas com a efectivação desta tendência global de incentivo ao desenvolvimento sustentável. Basta passar pelo Green Savers para perceber como esta mudança está a ser feita pelas empresas, governantes e comunidades.